Você Está Sendo Tratado Como Um Objeto?

A Coisificação na Psicologia da Mente Primordial
A sensação de ser tratado como se você fosse apenas uma ferramenta, útil, substituível, descartável, é um alerta psicológico importante.
Esse fenômeno se chama coisificação, e está no centro de muitas relações abusivas envolvendo narcisistas, psicopatas, sociopatas e indivíduos com padrões de controle extremo.
A coisificação desumaniza, fragmenta a identidade e desestrutura a capacidade da vítima de perceber a própria dignidade. Na perspectiva da psicanálise integrativa e da Mente Primordial, trata-se de um processo que ativa mecanismos ancestrais de submissão, medo e busca desesperada por vínculo, mesmo quando esse vínculo é destrutivo.
O Que É Coisificação?
Coisificar é reduzir uma pessoa de sujeito a objeto.
O outro deixa de ser alguém com emoções, história, autonomia e direitos, e passa a existir apenas como:
- Instrumento de validação;
- Recurso emocional;
- Fonte de prazer;
- Peça de controle;
- Mecanismo de poder.
Esse processo ocorre frequentemente em relações com personalidades manipuladoras e frias, mas também pode emergir em indivíduos comuns quando há insegurança, imaturidade emocional ou necessidade extrema de controle.
Por Que Narcisistas, Psicopatas e Pessoas Controladoras Coisificam o Outro?
Narcisistas: o outro como espelho
Para o narcisista, o outro tem valor apenas enquanto sustenta a imagem grandiosa que ele projeta.
- Te elogiam quando você os reverencia.
- Te desvalorizam quando você tem autonomia.
- Te descartam quando você deixa de servir como espelho.
Na estrutura narcísica, a empatia é frágil e condicional. O outro é personagem, não pessoa.
Psicopatas e Sociopatas: cálculo frio e instrumentalização
Esses perfis possuem funcionamento emocional reduzido, especialmente em áreas ligadas à empatia e culpa.
A vítima é vista como:
- Acesso a sexo, dinheiro ou benefício;
- Ferramenta de manipulação;
- Recurso estratégico;
- Item substituível.
A relação não é afetiva — é utilitária.
Quando o objeto perde função, ocorre o descarte.
Pessoas Controladoras: amor que vira posse
Nem todos que coisificam têm transtorno de personalidade.
A coisificação também pode surgir quando alguém:
- Define suas roupas, amigos, horários;
- Tenta “corrigir” sua personalidade;
- Trata suas necessidades como incômodos;
- Considera suas opiniões “irrelevantes”.
Embora muitas vezes a intenção pareça “cuidar”, o efeito psíquico é o mesmo: redução da subjetividade do outro.
A Mente Primordial e a Coisificação
Dentro da ontologia da Mente Primordial, a coisificação ativa mecanismos ancestrais de sobrevivência:
- Medo tribal de abandono;
- Submissão para garantir proteção;
- Busca compulsiva por validação dominante;
- Paralisação emocional diante do predador.
É por isso que a vítima muitas vezes:
- Permanece na relação mesmo percebendo o abuso;
- Tenta “merecer” afeto;
- Se sente culpada;
- Perde a capacidade de avaliar o perigo.
O corpo responde como se estivesse diante de uma ameaça biológica, não apenas psicológica.
Por Que Eles Não Sentem Culpa?
A ausência de culpa pode ser explicada por três mecanismos:
Estruturas emocionais reduzidas (caso dos psicopatas)
Circuitos de empatia e regulação são menos responsivos, reduzindo a capacidade de sentir remorso.
Mecanismos narcísicos de autoproteção
“Nada é culpa minha.”
“Eu fiz isso porque você provocou.”
“Se você fosse melhor, isso não teria acontecido.”
Moralidade instrumental
Eles se autorizam a fazer o que quiserem para manter controle e satisfação.
Efeitos da Coisificação na Vítima
A coisificação gera marcas profundas:
- Autoestima fragilizada
- Despersonalização
- Vazio emocional
- Distorção da percepção da realidade
- Ansiedade e sintomas traumáticos
- Culpa internalizada
- Sensação de inutilidade e apagamento
É como se o sujeito fosse apagado, dissolvido, até restar apenas a função que o outro deseja.
Como Se Proteger e Romper Esse Ciclo
A saída não é intuitiva, porque o vínculo abusivo gera dependência emocional e distorção afetiva.
É preciso reconstruir a posição de sujeito, psíquica, emocional e existencialmente.
Os caminhos mais efetivos envolvem processos terapêuticos profundos, como:
Abordagens que Utilizo no Tratamento da Coisificação e da Violência Psicológica
Psicanálise de Abordagem Integrativa
(Freud — Jung — Lacan — Winnicott + Neurociências Cognitivas + Mente Primordial)
Aqui trabalhamos:
- Origem do padrão de submissão;
- História emocional infantil;
- Vínculos traumáticos;
- Feridas narcísicas;
- Reconfiguração do espaço interno como sujeito;
- Fortalecimento do eu e reconstrução identitária.
Terapia Integrada
(Psicanálise + comportamento + neurociência cognitiva + traços primordiais)
Focada em:
- Reduzir condicionamentos de dependência;
- Reorganizar limites e autonomia;
- Treinar leitura de sinais abusivos;
- Reconstruir a capacidade de se perceber como pessoa;
- Neutralizar gatilhos ancestrais de submissão.
Acompanhamento Emocional e Cognitivo
Para trabalhar:
- Regulação afetiva;
- Clareza mental;
- Decisão assertiva;
- Força interna para romper ciclos.
Questões Existenciais e Sofrimento Humano
Muitas vítimas se sentem:
- Vazias,
- Perdidas,
- Desconectadas do próprio valor,
- Sem sentido.
Aqui tratamos o aspecto mais profundo: recuperar humanidade, propósito e dignidade.
Em Resumo
Se alguém te trata como um objeto, acessório, ferramenta, recurso, isso é violência emocional.
A coisificação destrói a identidade, esvazia o eu e aprisiona a vítima em uma dinâmica de submissão ancestral.
Mas é possível reconstruir:
- Autonomia,
- Valor próprio,
- Limites,
- Consciência,
- Liberdade emocional.
Você não é um objeto. Você é um sujeito, e tem direito a ser tratado como tal.
Se quiser ajuda para romper esse ciclo e recuperar sua força psíquica, estou aqui.
O impacto da terapia na vida de quem busca mudança:
*Atendimento pessoal e sigiloso.
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Pedro Ajala — Psicanalista Integrativo & Terapeuta Comportamental
CBO: 2515-50 / 3221-25
International Independent Theoretical Researcher — ORCID iD: 0009-0009-6551-4292
Integro psicanálise, neurociência cognitiva aplicada, análise do comportamento e estudos sobre a Mente Primordial para compreender a complexidade da experiência humana. Meu trabalho une investigação profunda dos processos inconscientes a métodos baseados em evidências para reorganizar hábitos, emoções e padrões relacionais.
Atuo com foco em transformação genuína, autonomia emocional e compreensão científica dos mecanismos que moldam o sofrimento e o desenvolvimento humano.
— Pedro Ajala, Psicanálise Integrativa & Neurociência Cognitiva Aplicada
